Depois de uns sete meses, decidi ressuscitar este blog, mais para me manter viva no meio do turbilhão que saiu varrendo tudo, do que para qualquer outra coisa. Os primeiros posts são reatualizações de antigos, com comentários dos dias hoje. Depois, começarei a postar escritos novos. Mas, antes de qualquer coisa, preciso atualizar o QUEM SOU EU. O de um ano atrás era assim:
Betzaida quer dizer "lugar de pesca", ou casa de pescador. Cidade da Palestina por onde Jesus passou e curou um cego. Terra de gente endurecida e descrente. Por esse motivo, recebeu a maldição que ficou inscrita no evangelho: "Ai de ti, Betzaida" (Mt, 11:21). Invadida pelos romanos passou a se chamar Betzaida Julia (Julia é nome da minha avó paterna). Vítima de um terremoto ou de uma inundação, não se sabe direito, a cidade não existe mais. Foi lá onde nasceram Felipe, André e Pedro, o pescador de homens.
Eu, a Betzaida do blog, sou professora de História e escrevo histórias de vez em quando. Assim como a cidade bíblica, sou mãe de um Pedro.(1)
É parte do que sou tudo o que fui e o que gostaria de ter sido. Vivo o presente e sigo adiante carregando o passado nos braços, ora como um tesouro, ora como um fardo.(2)
Acontece, porém, que em sete meses, alguns "pequenos detalhes" mudaram:
1) Sou mãe do Pedro e dos trigêmeos que agora estão em minha barriga. Ao que tudo indica, três rapazinhos. Um deles, será Felipe, outro filho da cidade bíblica. O outro vai se chamar Rafael, nome de anjo, para purificar a Betzaida já tão devassada. O terceiro bebê, na verdade, ainda não há muita certeza de que é um menino, por isso seu nome ainda não foi escolhido.
2) Continuo seguindo adiante, mas isso se tornou mais pesado que alguns meses atras. O passado para mim cada vez mais se revela como um tesouro. Fardo mesmo tem sido o presente. Mas vai passar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário